This is featured post 1 title
Replace these every slider sentences with your featured post descriptions.Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these with your own descriptions.
This is featured post 2 title
Replace these every slider sentences with your featured post descriptions.Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these with your own descriptions.
This is featured post 3 title
Replace these every slider sentences with your featured post descriptions.Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these with your own descriptions.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Long Roll
Long Roll
Este rudimento (chamado também de Double Stroke Roll), é de extrema importância
para todo baterista. Ele desenvolve a coordenação e a força dos pulsos e dedos.

Para desenvolver um Rulo com qualidade, é importante desenvolver um toque duplo com movimentos relaxados. Se você entendeu os conceitos relacionados aos rudimentos de batida dupla, vamos aos exercícios.
Quando tocá-lo num andamento mais lento, você vai usar 2 movimentos (relaxados) de pulso. Por enquanto não use o rebote, primeiro é importante desenvolver um controle do pulso. Assim que você aumentar o andamento tente controlar as duas batidas com os dedos. Na segunda batida aperte levemente a baqueta para dar um pouco mas de volume do que na primeira.

É interessante praticar esse exercício numa superfície que não provoque o rebote da baqueta, como uma lista de telefones. Isso vai requerer um relaxamento do pulso e atenção aos movimentos. Primeiro pratique cada compasso como um exercício separado. Depois de dominá-los, pratique do começo ao fim sem parar.

Este exercício é similar ao anterior, só que desta vez usaremos 2 grupos de notas duplas (DDEE e EEDD). Mantenha um movimento relaxado e suave das mãos.

Este exercício possui combinações de 3 e 4 grupos de batida dupla (DDEEDD e DDEE DDEE). É importante mencionar que você não acentue a batida simples.

Depois que você combinou todos os exercícios anteriores de batida dupla, é hora de colocarmos todos juntos. Isso requer uma boa concentração e que não haja dúvida em nenhum dos exercícios anteriores. Novamente, pratique cada compasso separado e depois de dominá-los junte todos os exercícios.

Pratique esses exercícios acentuando a segunda batida; fechando a mão e aplicando uma rápida pressão sobre os dedos.

Aqui, usaremos o sinal de abreviatura para executarmos os rulos. Comece devagar, à medida que você aumentar o andamento, procure se concentrar na pressão dos dedos sobre as baquetas. Se as baquetas estiverem muito soltas, o rebote sairá bem "aberto" e se as baquetas estiverem muito presas, as notas soarão como um "buzz".




Para desenvolver um Rulo com qualidade, é importante desenvolver um toque duplo com movimentos relaxados. Se você entendeu os conceitos relacionados aos rudimentos de batida dupla, vamos aos exercícios.
Quando tocá-lo num andamento mais lento, você vai usar 2 movimentos (relaxados) de pulso. Por enquanto não use o rebote, primeiro é importante desenvolver um controle do pulso. Assim que você aumentar o andamento tente controlar as duas batidas com os dedos. Na segunda batida aperte levemente a baqueta para dar um pouco mas de volume do que na primeira.

É interessante praticar esse exercício numa superfície que não provoque o rebote da baqueta, como uma lista de telefones. Isso vai requerer um relaxamento do pulso e atenção aos movimentos. Primeiro pratique cada compasso como um exercício separado. Depois de dominá-los, pratique do começo ao fim sem parar.

Este exercício é similar ao anterior, só que desta vez usaremos 2 grupos de notas duplas (DDEE e EEDD). Mantenha um movimento relaxado e suave das mãos.

Este exercício possui combinações de 3 e 4 grupos de batida dupla (DDEEDD e DDEE DDEE). É importante mencionar que você não acentue a batida simples.

Depois que você combinou todos os exercícios anteriores de batida dupla, é hora de colocarmos todos juntos. Isso requer uma boa concentração e que não haja dúvida em nenhum dos exercícios anteriores. Novamente, pratique cada compasso separado e depois de dominá-los junte todos os exercícios.

Pratique esses exercícios acentuando a segunda batida; fechando a mão e aplicando uma rápida pressão sobre os dedos.

Aqui, usaremos o sinal de abreviatura para executarmos os rulos. Comece devagar, à medida que você aumentar o andamento, procure se concentrar na pressão dos dedos sobre as baquetas. Se as baquetas estiverem muito soltas, o rebote sairá bem "aberto" e se as baquetas estiverem muito presas, as notas soarão como um "buzz".



Posted in: EstudosCorreção do Papa-Mama
Correção do Papa-Mama
Quando começamos a estudar o papa mama, é muito comum acentuarmos a primeira nota,
o que ocasiona uma desigualdade entre as batidas. Para corrigir isso, vamos praticar
um exercício chamado de correção do papa mama. Neste exercício não acentuaremos
nenhuma nota, mas o simples fato de termos o chimbal tocando simultaneamente na
segunda mão direita, ou na segunda mão esquerda, faz com que a segunda nota tenha
uma certa ênfase. Lembre-se de começar o estudo num andamento confortável, onde
você possa observar os movimentos que está executando. Use sempre o metrônomo para
controlar e "medir" o seu desenvolvimento.

Arquivo MIDI

Arquivo MIDI
Posted in: EstudosCoordenação Inicial
Coordenação Inicial
Muitas pessoas são naturalmente coordenadas. Algumas são mais coordenadas que outras.
Alguns de nós apenas tem que praticar um pouco mais. Mas não importa o quanto natural
você é quando toca bateria, a coordenação entre mãos e pés é algo que você sempre
terá que trabalhar (praticar).
Vamos começar com alguns exercícios para as mãos antes de incluírmos os pés. Toque cada exercício 4 vezes e vá direto para o seguinte SEM PARAR
Legenda: D - mão direitaE - mão esquerdaP - pé
Exercício de coordenação nº 1 - repetir 4 vezes cada exercício.
Quando você repete um exercício várias vezes, é possível
que você perca a concentração. Talvez se esqueça quantas vezes repetiu o exercício.
Talvez o próximo exercício exija uma maior coordenação que o anterior.
Exercício de coordenação nº 2 - repetir 2 vezes cada exercício anterior, porém, mais rápido.
Se você dominou os 10 exercícios sem nenhum erro, é hora de aprender algo sobre o bumbo./p>
Os exercícios a seguir são do mesmo tipo dos anteriores, mas depois do quarto compasso eles ficam um pouco mais difíceis. Cada compasso possui um padrão diferente. Verifique que todos os exercícios estão em compassos quaternários (4 tempos). Procure contar os tempos em voz alta, isso ajuda saber em que tempo você está.
Exercício de coordenação nº 3 - repetir 4 vezes cada exercício.
Você está pronto para tentar num andamento mais rápido?
Não se preocupe se você não conseguir fazer o exercício todo na primeira vez que
tentar. Concentre-se no exercício, persista. Se você não consegue hoje, esteja certo
de que conseguirá na próxima semana.
Exercício de coordenação nº 4 - repetir 2 vezes cada exercício anterior, porém, mais rápido.
Daqui para a frente começaremos a ler MÚSICA! Isso realmente não é muito difícil de se fazer, mas por algumas razões, metade dos bateristas que tocam por aí não dão atenção para a leitura. É muito mais fácil aprender lendo os exercícios e vir a entender o que realmente está "havendo" na música, do que tocando de "ouvido".
Nesta lição veremos alguns ritmos de Rock usando o CHIMBAL, CAIXA e BUMBO, mas antes de começar com os ritmos, vamos fazer alguns exercícios preparatórios.
Faça estes exercícios várias vezes prestando atenção no andamento e procurando aplicar a mesma força para todas as notas. Não esqueça de usar as manulações pedidas.

Arquivos MIDI: Exercício 1 - Exercício 2 - Exercício 3 - Exercício 4 - Exercício 5
Antes de entrarmos no exercício, vamos aprender um pouco mais sobre os termos musicais. No começo do exercício (ou de uma música), há um símbolo que nos informa quantos tempos há em um compasso e qual nota vai em cada tempo. Este símbolo é chamado de FRAÇÃO ou FÓRMULA DE COMPASSO.
Por quê a fórmula de compasso é tão importante? Nem todas as músicas têm quatro tempos, ou quatro semínimas por tempo. Você já ouviu um tipo de música chamada "Valsa"? A Valsa possui 3 tempos por compasso (1 2 3 1 2 3). O "Samba" possui 2 tempos por compasso (1 2 1 2).
Muitos tipos de música de várias culturas possuem 6 ou 7 tempos por compasso. Podemos também usar várias fórmulas de compasso na mesma música. Por exemplo: 12 compassos de 4 tempos, depois 8 compassos de 6 tempos, novamente 12 compassos de 4 tempos, etc.
Por enquanto ficaremos com o compasso quaternário, onde a semínima vale um tempo. Portanto, nossa primeira fórmula de compasso será 4/4, que quer dizer:

Faremos agora alguns exercícios usando CAIXA, BUMBO e CHIMBAL. Note que o chimbal deve ser tocado simultaneamente, ora com a caixa, ora com o bumbo.

Arquivos MIDI: Exercício 1 - Exercício 2 - Exercício 3 - Exercício 4 - Exercício 5
Vamos começar com alguns exercícios para as mãos antes de incluírmos os pés. Toque cada exercício 4 vezes e vá direto para o seguinte SEM PARAR
Legenda: D - mão direitaE - mão esquerdaP - pé
Exercício de coordenação nº 1 - repetir 4 vezes cada exercício.
|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Exercício de coordenação nº 2 - repetir 2 vezes cada exercício anterior, porém, mais rápido.
Se você dominou os 10 exercícios sem nenhum erro, é hora de aprender algo sobre o bumbo./p>
Os exercícios a seguir são do mesmo tipo dos anteriores, mas depois do quarto compasso eles ficam um pouco mais difíceis. Cada compasso possui um padrão diferente. Verifique que todos os exercícios estão em compassos quaternários (4 tempos). Procure contar os tempos em voz alta, isso ajuda saber em que tempo você está.
Exercício de coordenação nº 3 - repetir 4 vezes cada exercício.
|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Exercício de coordenação nº 4 - repetir 2 vezes cada exercício anterior, porém, mais rápido.
Daqui para a frente começaremos a ler MÚSICA! Isso realmente não é muito difícil de se fazer, mas por algumas razões, metade dos bateristas que tocam por aí não dão atenção para a leitura. É muito mais fácil aprender lendo os exercícios e vir a entender o que realmente está "havendo" na música, do que tocando de "ouvido".
Nesta lição veremos alguns ritmos de Rock usando o CHIMBAL, CAIXA e BUMBO, mas antes de começar com os ritmos, vamos fazer alguns exercícios preparatórios.
Faça estes exercícios várias vezes prestando atenção no andamento e procurando aplicar a mesma força para todas as notas. Não esqueça de usar as manulações pedidas.

Arquivos MIDI: Exercício 1 - Exercício 2 - Exercício 3 - Exercício 4 - Exercício 5
Antes de entrarmos no exercício, vamos aprender um pouco mais sobre os termos musicais. No começo do exercício (ou de uma música), há um símbolo que nos informa quantos tempos há em um compasso e qual nota vai em cada tempo. Este símbolo é chamado de FRAÇÃO ou FÓRMULA DE COMPASSO.
Por quê a fórmula de compasso é tão importante? Nem todas as músicas têm quatro tempos, ou quatro semínimas por tempo. Você já ouviu um tipo de música chamada "Valsa"? A Valsa possui 3 tempos por compasso (1 2 3 1 2 3). O "Samba" possui 2 tempos por compasso (1 2 1 2).
Muitos tipos de música de várias culturas possuem 6 ou 7 tempos por compasso. Podemos também usar várias fórmulas de compasso na mesma música. Por exemplo: 12 compassos de 4 tempos, depois 8 compassos de 6 tempos, novamente 12 compassos de 4 tempos, etc.
Por enquanto ficaremos com o compasso quaternário, onde a semínima vale um tempo. Portanto, nossa primeira fórmula de compasso será 4/4, que quer dizer:

Faremos agora alguns exercícios usando CAIXA, BUMBO e CHIMBAL. Note que o chimbal deve ser tocado simultaneamente, ora com a caixa, ora com o bumbo.

Arquivos MIDI: Exercício 1 - Exercício 2 - Exercício 3 - Exercício 4 - Exercício 5
Posted in: Estudosquarta-feira, 27 de abril de 2011
Caixa de madeira maciça Solid Drums
Caixa de madeira maciça Solid Drums
Divulgação
27/1/2010
Após passar por vários processos de secagem, a madeira ainda bruta é torneada até atingir as dimensões ideais do casco.
Destas caixas é possível extrair notas claras e vibrantes com muita sensibilidade, além de uma explosão nos graves e rim-shots cortantes.
A Solid Drums está comercializando as caixas nas medidas 13”, 14”, e com profundidades que variam de 4,0” a 8”.
“O sólido soa melhor que o laminado” afirma o fabricante.
Confira mais detalhes em:
http://www.soliddrums.com.br
Posted in: novidadesMike Portnoy: "Não acredite na manchete do Blabbermouth"
Mike Portnoy: "Não acredite na manchete do Blabbermouth"
Tone conduziu uma entrevista com o ex-baterista do Dream Theater/Avenged Sevenfold, Mike Portnoy, no workshop “Metal Master”, em 21 de abril de 2011, em Cerritos, Califórnia. Você pode assistir abaixo à conversa.
Durante a parte final da entrevista, Portnoy disse: “Ao contrário do que o Blabbermouth os levou a acreditar, eu estou tão feliz, saudável, produtivo e positivo como sempre. Muitas pessoas pegarão um pequeno trecho de uma entrevista e então espalhá-la e distorcê-la de uma forma que me mostre como um cara que reclama, chateado, negativo ou pessimista. Não, este não é o caso. Estou mais feliz do que nunca; sou uma pessoa muito feliz. E estou muito animado com meu futuro e aprecio muito os fãs que estão ao meu lado por todos esses anos, mas especialmente nos últimos seis meses durante essa transição. Mas estou muito confortável com essa transição. Eu não quero esse drama, eu não quero essa novela, que não quero essas chamadas do Blabbermouth – acreditem em mim, eu odeio isso. Eu só quero fazer música e continuar a ser um artista produtivo para os fãs. Eu dei meu coração e minha alma aos fãs do Dream Theater por 25 anos e isso não vai mudar agora. Eu vou continuar a colocar meu coração, minha alma, meu sangue, suor e lágrimas em tudo que eu fizer e darei 200 por cento aos fãs em qualquer coisa que eu fizer, e isso nunca vai mudar.”
Portnoy, que co-fundou o Dream Thater há mais de 20 anos, abruptamente saiu da banda no ano passado, enquanto estava em turnê com o Avenged Sevenfold.
Ele tocou no mais recente álbum do Avenged Sevenfold, “Nightmare”, após a morte do baterista da banda, Jimmy “The Rev” Sullivan, e saiu em turnê com eles durante toda a segunda metade de 2010.
Portnoy recentemente começou a gravar as trilhas de bateria do álbum de estréia da nova banda que conta com o vocalista do Symphony X, Russell Allen, e o virtuoso guitarrista Mike Orlando (Sonic Stomp). Portnoy também está envolvido em um novo projeto em separado, com o guitarrista Steve Morse (Deep Purple, Dixie Drags), o multi-instrumentista Neal Morse (Transatlantic, Spock’s Beard), o baixista Dave LaRue (Dixie Dregs) e o vocalista Casey McPherson (Alpha Rev, Endochine). O álbum de estréia do grupo provavelmente será lançado no fim deste ano.
Posted in: bandasIniciante com Disposição
Iniciante com Disposição
Douglas Trigo
17/10/2009
Alguns dispõem de um orçamento limitado, outros com uma boa quantia. Mas o instrumento não faz o músico, para algum isso é puro hobby e diversão, outros já pensam em sair tocando profissionalmente com um kit gigante.
Da década de 90 até hoje, o mercado evoluiu muito, destaque para o mercado brasileiro, onde hoje podemos brigar com as grandes companhias internacionais tanto de bateria, quanto de pratos. Outro destaque é a China, que entupiu e aqueceu o mercado. Nesse tempo, muito foi investido em instrumentos musicais e a variedades de baterias e pratos que temos hoje é incrível.
Então o iniciante, completamente perdido com as inúmeras opções de escolha, as vezes acaba fazendo uma mau negócio. Por exemplo: Comprando uma bateria chinesa, pois o preço lhe pareceu tentador. Mas em termos de som e qualidade, fica muito a desejar. Pois na maioria das vezes, com a mesa quantia, o iniciante consegue comprar um instrumento 100% nacional, com uma ótima qualidade e um excelente suporte de cliente/empresa.
Pra quem dispões de um orçamento maior e quer uma bateria completamente única e exclusiva, indico uma Hand Made (Baterias feitas sob encomenda, onde se pode escolher a configuração desejada dos tambores, assim como acabamento, hardware e outros pequenos detalhes) Existem grandes e renomadas marcas nacionais que oferecem esse serviço assim como pequenos Luthiers e ateliês.
Quando o assunto é pratos, o mesmo acontece com as baterias de série. Alguns iniciantes acabam comprando sets de latão (Brass) de marcas famosas, achando que o que vale é a grife estampada e se esquecem mais uma vez da qualidade. A indústria nacional de pratos esta no caminho certo, produzindo e dominando muito bem as ligas B8, B10 e B12, por isso acaba compensado bem mais investir em pratos nacionais do que sets de entrada de marcas famosas.
Então você que esta começando nesse mundo, pesquise bastante, tire dúvidas no nosso Fórum de discussões e boas compras!
Douglas Trigo
douglastrigo@gmail.com
twitter.com/douglastrigo
Posted in: artigoO perigo da informação fácil
O perigo da informação fácil
Alexandre Cunha
16/12/2009
Bom, posso parecer um pouco saudosista, mas quando comecei a tocar tínhamos muita fome de informação, juntávamos dinheiro pra comprar um DVD importado, um CD raro, passávamos material um para o outro, como uma obra prima.
O cuidado de hoje é que todas as informações estão na Internet e, por isso, às vezes não damos o devido valor. É como se a gente compra-se um CD importado, caro e raro e lógico, vamos tomar o maior cuidado, não deixar riscar, emprestar só para o melhor amigo. Aí fazemos uma cópia deste mesmo trabalho que nos custou 0,70 centavos, ou foi baixado de graça. O que acontece? Não cuidamos desta gravação ou não damos a devida importância por termos conseguido fácil demais.
Isto é um exemplo do que eu sinto com amigos e alunos, todos os grandes bateristas e shows estão disponíveis na Internet e parece que com tudo isso tão fácil, há muito pouca vontade de conhecê-los e estudá-los por estar ali, tão na mão.
Em minhas aulas agora sempre faço uma audição final usando o Youtube. Mostro algum grande baterista e peço para os alunos escutarem durante a semana. Sabe qual é o resultado? Eles ficam surpresos em conhecer um baterista tão bom e viram fãs e ainda pedem pra indicar outros.
O conselho que queria deixar pra vocês hoje é - Tratem todas estas informações que temos na mão como jóias raras. Assistam e tirem o máximo proveito de todos estes grandes músicos e músicas, assim vocês terão muito mais informação, o que levará a um crescimento e amadurecimento musical.
Bom, por escrever este texto, não poderia deixar de recomendar alguns vídeos pra vocês hoje. Vou recomendar algumas coisas brasileiras que acho lindas.
Este é uma das composições mais bonitas que conheço, Juarez é um daqueles compositores que referendam a música brasileira no mundo como música harmoniosa e melodiosa e também quero que vocês ouçam o baterista Neném muito conceituado em Minas Gerais.
Mandu Sarará, esse é um grupo Paulista excelente. Sou um grande fã de suas composições e arranjos. Samba Mineiro é uma música linda e mostra porque Minas Gerias é considerado um celeiro de ótimos músicos. Destaque especial para o baterista Mário Gaiotto. Muita categoria!
Bom parece um pouco de nepotismo indicar um vídeo meu, (gravado na final do festival Odery), mas gostaria que vocês conhecessem um dos maiores compositores contemporâneos do Brasil. Alegre Correa, um gênio da composição e do bom gosto. Nesta música ele compõe um baião em 3/4 e cita uma das músicas mais famosas do mundo brega que se transforma em muita brasilidade e bom gosto, destaque especial para o Guitarrista Fernando Baeta, que faz um solo arrasador no final.
Espero que esta matéria e estas indicações lhe sejam úteis e que compartilhemos mais informações sobre tudo de bom que temos para assistir e recomendar.
Abraço a todos.
Alexandre Cunha baterista há 23 anos, diretor e professor da escola Drumfeel em Campinas, tem vários trabalhos lançados:
Brazilian Duet em 1998, CD batepapo em 2005 que contou com grandes estrelas da musica brasileira como Dominguinhos, Arthur Maia, Alegre Correa, Airto Moreira, Marcelo Martins (este CD foi eleito entre os 10 melhores lançamentos de jazz de 2005 pela radio SMOOTHJAZZANDMORE), lançou seu segundo CD EM 2007 “BATEPAPO 2”,em 2008 lançou a vídeo aula “Apreendendo a solar” e em 2009 lançou o DVD “live in Shanghai” sobre o show que fez em um dos maiores festivais da Ásia com sua banda.
Contato: www.alexandrecunha.mus.br / Alexandre@drumfeel.com.br
Patrocínio: Odery, Evans, UFIP E URBANBOARDS
Brazilian Duet em 1998, CD batepapo em 2005 que contou com grandes estrelas da musica brasileira como Dominguinhos, Arthur Maia, Alegre Correa, Airto Moreira, Marcelo Martins (este CD foi eleito entre os 10 melhores lançamentos de jazz de 2005 pela radio SMOOTHJAZZANDMORE), lançou seu segundo CD EM 2007 “BATEPAPO 2”,em 2008 lançou a vídeo aula “Apreendendo a solar” e em 2009 lançou o DVD “live in Shanghai” sobre o show que fez em um dos maiores festivais da Ásia com sua banda.
Contato: www.alexandrecunha.mus.br / Alexandre@drumfeel.com.br
Patrocínio: Odery, Evans, UFIP E URBANBOARDS
Posted in: artigoAlexandre Cunha- 16/12/2009
Alexandre Cunha
Adalberto Brajatschek
16/12/2009
Confira o nosso bate papo com o Alexandre sobre essa experiência.
Site Batera: Gostaríamos que você falasse um pouco sobre o grupo. Você já toca com esse grupo há algum tempo ou ele foi montado somente para este Festival? Quem são os integrantes? Porque você os escolheu?
Alexandre Cunha: Lancei meu primeiro CD em 2005, só com a galera top de São Paulo e Rio como Arthur Maia, Marcelo Martins, Dominguinhos, Serginho Carvalho, músicos que pela distância e compromissos não poderiam fazer parte da banda. Apenas o grande guitarrista daqui (Campinas) Fernando Baeta que gravou no CD e tinha me dado duas composições lindas estava na banda.
No show de lançamento, além de Arthur Maia, Fernando Baeta, Erik Escobar (teclado) veio um integrante da Mantiqueira, mas como veio sem estudar, não foi muito bem, querendo ler tudo na hora, sendo que as músicas eram difíceis e algumas partituras tinha que transpor de tom.
De tanto me falarem convidei o saxofonista Marcelo Valezi, muito indicado por vários músicos diferentes, e com as mesmas partituras (que não estavam muito organizadas) leu tudo na hora e se encaixou perfeitamente na banda. Olhando hoje, acho que ele é um músico ideal para o que eu busco na música em termos de improvisação e bom gosto.
Neste mesmo ano, testando vários baixistas, acabei chamando Bruno Coppini, que acompanhou vários artistas e gravou o Ídolos. Bruno tem um grande refinamento e bom gosto e para música instrumental é um grande sideman, deixando todo mundo seguro pra tocar. Depois da primeira gig, já pensei: é ele o cara.
Na mesma época precisei um dia de tecladista e a grande pianista Janice Pezoa (já tocamos juntos em vários trabalhos) foi chamada só para substituir o Erik Escobar (que estava fazendo na época). Teve o primeiro, o segundo... aí lembro que ela perguntou: “quando é o próximo?” Aí também pensei: “já é da banda”.
Então estamos nesta formação desde 2006, com muita afinidade musical e também pessoal. Isso dá uma cara de banda mesmo e não de um artista acompanhado por músicos.
Atualmente por problemas de agenda Fernando Baeta tocou muito pouco com a gente e tenho feito mais trabalho em quarteto, com a mesma formação que fomos para a China: Eu, Marcelo Valezi, Janice Pezoa e Bruno Coppini.
Site Batera: Como ocorreu o convite para o show na China?
Alexandre Cunha: Há algum tempo tenho enviado materiais para festivais em todo mundo. Consegui um “presskit” bem bacana, com matérias e resenhas no exterior de lugares que mandei meus CDs. Então com esse material legal vou procurando na Internet, mandando e-mails e enviando depois por correio para quem retorna. Puro trabalho de produtor mesmo. Quase não enviei o material para China, achando meio improvável, mas ainda bem que o fiz (risos). Depois de um mês e meio recebi um e-mail deles dizendo que adoraram o material e que queriam convidar-nos para o Festival, assim começamos a discutir cachês e produção para irmos e, graças s Deus, deu tudo certo, Foi uma grande realização de um sonho.
Site Batera: Como foi a aceitação do público? Me falaram que vocês colocaram os chineses para dançar!
Alexandre Cunha: Foi muito legal! Como era um festival de jazz, o público ficava todo sentado assistindo e aplaudindo os shows muito educadamente como em uma grande audição. Na última música que tocamos, como era uma gafieira, pedi pra eles “quem souber pode levantar e dançar” arrisquei! No começo algumas pessoas levantaram, quando chegou o final estava todo mundo de pé, numa maior muvuca, dançando daquele jeito deles (risos). Foi um Grand finale!
Site Batera: Com quem vocês dividiram o palco?
Alexandre Cunha: Foram no total 15 grupos. O grande destaque foi para o Incógnito, banda mundialmente conhecida. Adoramos assistir o show como tietes. No nosso dia tocou a cantora holandesa Laura Figy muito conhecida e respeitada na Europa.
As outras bandas eram Japonesas, Chinesas e de músicos Americanos que moravam lá. Ah, tinha um gaitista Belga muito legal também.
Site Batera: O que achou da estrutura do evento? Há grupos interessantes na Ásia?
Alexandre Cunha: Foi tudo ótimo, o parque era extremamente lindo! Foi feito em um local do tamanho de um campo de futebol, com um grande palco, boa iluminação e som. Eles pecaram em alguns aspectos: tinham vários roadies, mas falavam só Chinês. Como iriam ajudar? A passagem de som foi muito estressante, pois tinha que ser rápida, daí não conseguimos passar o piano acústico (pois o monitor dava sempre microfonia).
E o pior foi quando acabou a energia elétrica do palco no meio de uma música minha. Foi bem frustrante, deu uma esfriada no show. Quando a energia voltou ,continuamos na mesma música só que o teclado voltou coma a polaridade do pedal invertida e a Janice não conseguia tocar, aí paramos no meio da música de novo e correram uns 10 chineses até ela (risos). Mas até eles entenderem o que estava acontecendo... Mas depois disso o show esquentou e ficamos bem mais à vontade.
Site Batera: O que você traz de experiência com uma apresentação importante como essa?
Alexandre Cunha: Muita coisa! A primeira é que a música brasileira fascina muito em qualquer lugar do mundo.
Foi bem diferente, pois música instrumental aqui é feita em palcos pequenos, no máximo em teatros. Foi uma experiência nova ter tocado música instrumental num palco com aquelas dimensões.
Bom, preciso melhorar meu inglês (risos). ‘Deu pro gasto’, mas se você quer falar umas coisas a mais no show, e olha que eu gosto! aí da uma travada.
É isso que eu quero como objetivo maior pra minha vida, tocar em grandes festivais e mostrar a música brasileira ao redor do mundo.
Site Batera: Há previsão para outros shows no exterior?
Alexandre Cunha: Bom este ano já mandei material para uns 30 festivais acho, a concorrência é muito grande, pois é uma concorrência mundial. Alguns sites que olho tem Chick Corea, Yellow Jackets, Richard Bonna, então já viu! Mas vou continuar tentando...
Site Batera: Aqui no Brasil, onde o grupo se apresenta?
Alexandre Cunha: Em vários lugares. Ano passado tive também um projeto cultural no qual fiz 20 shows pelo interior de São Paulo, tendo como convidado especial Arthur Maia. Abrimos vários espaços culturais para este tipo de música. Tocamos também em SESCs e Teatros de Prefeituras, etc.
Site Batera: Você já morou na Europa. Muitos dizem que tudo ‘lá fora’ é mais fácil. Qual a sua opinião sobre isso?
Alexandre Cunha: Depende muito. Músico sempre tem que se virar em qualquer lugar, tem que estar pronto pra qualquer situação, resolver o problema de quem esta te contratando, e tem também a sorte de fazer os contatos certos de estar no lugar certo. Não é porque você vai pra Europa e EUA que você vai se dar bem.
Mas tem as facilidades de conseguir um instrumento bom com muito menos trabalho, ser um pouco mais valorizado, ter audições como acontece nos EUA para entrar numa banda e não simplesmente quem indica, etc.
Mas como disse, você tem que estar preparado para estas situações. Conheço várias pessoas que foram para o exterior e não se deram bem.
Site Batera: Qual a sua visão da música instrumental no Brasil?
Alexandre Cunha: Bom, acho que sou um eterno otimista. Como disse, ano passado tive a oportunidade de fazer estes 20 shows pelo PAC (Programa de Incentivo à Cultura de SP) e tivemos a oportunidade de tocar em várias pequenas cidades e tudo com lotação máxima de teatro, com grande sucesso de público e com eles interagindo com o grupo. Muitos chegavam até nós no fim e diziam: ”nunca tinha visto um show deste!”. Então a conclusão é: Tem público, só precisa ser bem divulgado e bem produzido que vai dar certo.
O mais importante que eu prezo no meu som, é não fazer um som só pra músico, só com virtuosismo e improvisação sem fim. Não é porque é música instrumental tem que quebrar o tempo inteiro. Tem que ser agradável pra todo mundo, e este objetivo, pelas criticas que tenho recebido, estou alcançando.
Acho que este é o maior problema da música instrumental músicos querendo fazer música só para músicos. Aí fica difícil alcançar um público maior.
Site Batera: O que você acha que poderia ser feito para melhorar a cultura musical no Brasil? Tanto do lado dos músicos quanto dos ouvintes.
Alexandre Cunha: Bom dos músicos e professores, não se limitar apenas em fazer o “feijão com arroz”. É lógico que às vezes precisa para ganhar dinheiro e tudo mais, mas acho que o músico e principalmente os professores tem que agir também como um mestre que mostra o caminho para boa música, para o aprimoramento do instrumento etc. Colocar de forma sutil e aberta sua opinião e gosto musical para influenciar os alunos aos mais diferentes tipos de música.
Os ouvintes têm que primeiro querer pesquisar, estar de cabeça aberta e se influenciar por outros tipos de música que não as comerciais e as que tocam na Novela.
Hoje tudo esta na Internet, é muito fácil ouvir qualquer artista ou música, mas ainda acho que o boca a boca é a melhor propaganda para alcançar uma boa música, sempre confiando no conselho de um professor/músico para abrir a cabeça e conhecer sons diferentes.
Site Batera: Essa última não é uma pergunta. É um espaço livre para você dar uma opinião ou expor algum assunto que não foi citado acima e você acha que não pode ficar de fora desse nosso bate papo.
Alexandre Cunha: O mais importante na vida é você fazer o que gosta, ter o máximo de prazer no seu trabalho. Quando estou fazendo meus shows e tudo ta rolando, tocando com ótimos músicos e meus amigos, a sensação que vem é que tudo está certo e que tudo que fiz e estudei até este momento valeu a pena. Várias vezes e em vários shows, como também na época do Brazilian Duet, tive este sentimento de dever cumprido.
Graças a Deus, pude já deixar registrado meu trabalho com 2 CDs e 3 DVDs, sobre todos meus estudos e feeling na bateria e quando você viaja para um lugar longe (estive no meio do ano no festival de Garanhus) e um baterista do interior de Pernambuco diz que é seu fã e conhece seu material, é muito gratificante.
Batalhem pelos seus sonhos, mesmo que muitas pessoas digam que isso não vale a pena ou que não vai dar dinheiro. Você só tem uma vida e tem que se sentir realizado em algum momento dela!
Posted in: entrevistaRenato Siqueira -12/09/2010
Renato Siqueira
Marcos Fumagalli
12/9/2010

Site Batera: Renato, quais são suas influências? Todos metaleiros tipo George Kollias, com a pegada e velocidade absurda nos pedais?
Renato Siqueira: Por incrível que pareça, eu não me considero um “baterista de metal”, apesar de atualmente tocar apenas em uma banda de metal. Mas eu sempre toquei vários estilos musicas, e já fiz gravação de tudo que é possível imaginar! Eu não me sinto influenciado por este tipo de baterista, apesar de admirá-los, pois eu não busco velocidade, eu busco criatividade. Carter Beauford, Mike Portnoy, Carlos Balla, Neil Peart, Maurício Leite, Serginho Herval, Pascoal Meireles, Justin Foley, Benny Greb, Alexandre Cunha, Mike Bordin.... estes caras me influenciam muito mais que os “super bateras de metal”.
Site Batera: Você começou a tocar bateria por causa de quem?
Renato Siqueira: Eu cresci em um ambiente muito musical, pois meu pai sempre ouviu muita música boa! E apesar de ele não ser músico, ele sempre toucou violão em casa, então, naturalmente sempre quis tocar algum instrumento. Eu já tinha vontade de tocar bateria, brincava montando kits de almofadas e imitando os vídeos de shows que tinha em casa, mas em 1994, num show do Aerosmith no Brasil, após um solo do Joey Kramer, decidi que queria fazer aquilo da minha vida. E desde então, nunca mais parei.
Site Batera: Qual foi seu primeiro endorsee e como aconteceu?
Renato Siqueira: Era uma empresa que fabricava réplicas de baquetas, e entrou em contato comigo pra ver a possibilidade de fazermos algum trabalho juntos. Então eu desenvolvi meu modelo próprio, recebi uns 30 pares, e um tempinho depois, a empresa desistiu do ramo musical. Era no nordeste a fábrica, mas eu nem lembro o nome. Fazem mais de 10 anos.
Site Batera: Como e quando você decidiu que seguiria a vida de músico, mesmo com as dificuldades que a profissão encontra no Brasil?
Renato Siqueira: Quando queremos ser bem sucedidos profissionalmente, sempre existem dificuldades, não importa o ramo que você atue. Claro que, o fato de lidar com arte e cultura em um país como o nosso é um agravante, e eu sempre estive muito ciente destas dificuldades, mas nunca me abalei por isso. Acho que todo trabalho bem feito, honesto, feito com coração, cedo ou tarde, terá reconhecimento. Lá em 1994, quando decidi que queria fazer isso profissionalmente, me preparei todos os dias da minha vida pra isto!
Site Batera: Já fez shows fora do país? Como foi a sensação de "viajar para tocar"?
Renato Siqueira: Infelizmente nunca sai do Brasil para tocar, apesar de várias “quase” oportunidades, mas é algo que deve acontecer naturalmente. Já me sinto realizado de poder viajar pelo Brasil mostrando meu trabalho.
Site Batera: Como começou os contatos e o início da construção do Air Control System da Odery?
Renato Siqueira: Começou com um email para o Maurício Odery, no dia 03/04/2003, às 12h22min (tenho todos os emails impressos e arquivados), onde fiz uma sugestão de uma caixa ventilada, onde fosse possível controlar a sua saída de ar. Eu já usava caixas da Odery desde 1999, e sempre fui fã da marca, então, naturalmente, só a Odery poderia realizar esta minha loucura. E então, em setembro daquele mesmo ano, lá estava eu, pela 1ª vez em SP, vendo o lançamento da caixa na Expomusic.
Site Batera: Conte-nos um pouco de sua história antes de ter/tocar batera
Renato Siqueira: Antes de tocar bateria eu era um cara normal (não que hoje não seja), estudava, jogava futebol, e como toda criança, queria ser jogador de futebol, e cheguei a jogar em alguns clubes pequenos, mas nada profissional. Como me interessei muito cedo pela música, meu foco sempre foi ser um baterista profissional.
Site Batera: Você possui alguma meta / sonho como batera?
Renato Siqueira: Meu sonho eu realizo diariamente! Eu me sinto privilegiado de poder fazer música, de ter tantas empresas que me apóiam, de poder tocar com os melhores parceiros de banda que poderia ter!Eu sonho em ser bem sucedido, ter uma carreira internacional, fazer shows e workshops em todos os lugares do mundo, gravar com muitos artistas diferentes, etc. mas eu dou um passo de cada vez, com muita calma, responsabilidade e humildade.
Site Batera: Como você se aquece?
Renato Siqueira: Eu me aqueço com alongamentos de pernas, braços, costas e pescoço, e faço toques simples, duplos, rudimentos, com as mãos e os pés. Em média uns 30 minutos antes de tocar. No verão este tempo pode ser menor, e no inverno, maior. O importante é estar relaxado para agüentar horas de gravação ou a intensidade de um show da It’s All Red.
Site Batera: Fale um pouco sobre o seu set.
Renato Siqueira: Meu set é muito vasto, como todos sabem. E por incrível que pareça, eu estou sempre procurando espaço para acrescentar alguma coisa. Eu poderia tocar com 4 tambores e 4 pratos, mas eu gosto de ter inúmeras possibilidades no meu set, é um desafio inconsciente tentar compor músicas sem muitas repetições, e ter um set grande me ajuda nesta hora.
Atualmente uso uma bateria ODERY Custom (8”x7”, 10”x8”, 12”x8”, 13”x11”, 16”x16”, 18”x16”, 22” x18” e duas caixas ACS, 14”x6½” em Solid Block e 14”x5½”), peles EVANS (EC2 SST / Uno G1 nos tambores, Emad clear / EQ3 no bumbo, EC Snare / Orchestral na caixa em Solid Block e Reverse Dot / Hazy 300 na outra caixa), esteiras PURESOUND (modelos Equalizer e Blaster na Solid Block), pratos MEINL (8” Classics bell, 8” Classics splash, 10” MB10 splash, 8”/10” Generation X electro stack, 13” Byzance fast hats, 14” Byzance médium hats, 14” Classics china, 15” Generation X china crash, 16” Byzance china, 17” e 18” Byzance mediun thin crash, 18” Byzance mediun crash, 18” Classics thin crash, 18” MB20 rock china e 20” MB10 bell blaster ride), uso um rack BMA de 4 lados, pedal duplo AXIS modelo AL2-CB, tênis URBAN BOARDS modelo Dennis Chambers, cases HELLOCASES, capas TETO-PRETO, estou usando um protótipo de baquetas LIVERPOOL que serão meu modelo Signature, ela terá 420 mm de comprimento x 15 mm de espessura. Também tenho apoio da loja BATERA STORE.
Site Batera: Como foi o início da sua carreira?
Renato Siqueira: No começo eu não tinha pratos, até que meu irmão gêmeo (Rafael Siqueira, guitarrista da It’s All Red e produtor musical) comprou um set de pratos Meinl Meteor usados pra que a gente pudesse ir pra estúdio tocar covers de Metallica, Sepultura, Pantera e outras bandas que gostávamos na época. Fizemos alguns shows e pouco tempo depois fiz um teste para tocar na banda Malediction, que era bem conhecida na época. O teste era tocar as músicas War Ensemble do Slayer e Troops Of Doom do Sepultura. Na mesma hora fui admitido na banda e fizemos muitos shows, gravei duas demos e um CD com eles, até que em 1999, a banda acabou.
Site Batera: Como você usa aqueles crashes tão finos e eles duram tanto tempo sem amassar/rachar?
Renato Siqueira: Quando eu comecei a tocar, usava baquetas 2B, anos depois, passei para 5B, depois 5ª e depois, por muitos anos, usei o modelo POP da Liverpool (que é menor que uma 5A). Agora, meu modelo Signature da Liverpool é um meio termo entre uma 5A e uma 5B, ou seja, é uma baqueta versátil, e não muito pesada. Existem maneiras de golpear o prato de forma que ele não rache. Felizmente rachei pouquíssimos pratos em minha carreira, isso acontecia com mais freqüência quando usava pratos nacionais.
Site Batera: Por que sempre tem um B8 no seu kit?
Renato Siqueira: Sempre fui apaixonado por pratos, e o que mais me importa é a sua sonoridade, não o material de que são fabricados. O B8 possui uma sonoridade mais aguda e “ardida” do que o B20, e eu gosto de ter esta possibilidade sonora disponível no meu set.
Site Batera: Você desde o começo sempre pensou em ser baterista de metal? Ou já faz gigs dentro de outros estilos?
Renato Siqueira: Eu sempre ouvi metal, mas também sempre ouvi muitos estilos diferentes. Paralelamente às minhas bandas de metal, sempre toquei pop, rock, MPB. Já fiz show de reggae, de forró, de MPB, de rock, de covers, e já fiz gravações dos mais variados estilos musicais, até de trilha sonora para teatro infantil!
Site Batera: Você só toca bateria? Ou começou tocando outro instrumento até chegar nela?
Renato Siqueira: Toco só bateria, brinco na percussão, e pego um violão ou guitarra e sei tocar umas 5 notas, no máximo (risos)! Gosto de brincar com melodias no piano também, mas não sou muito bom não.
Site Batera: Como é seu treino de batera e como foi o antes e o depois dos contratos para endorsee?
Renato Siqueira: Eu pratico bastante em pad, tento focar nos rudimentos principais, flams, drags, toques simples, duplos, triplos, quádruplos, e gosto de tocar junto com CDs das minhas bandas preferidas. Procuro me desafiar, tentando fazer coisas que eu tenho dificuldade. A diferença de antes e depois dos endorsees, é que a sua responsabilidade aumenta, pois existe um contrato á ser cumprido, você passa a representar uma empresa, tem obrigações, as coisas passam a ser mais profissionais.
Site Batera: Quais foram seus professores?
Renato Siqueira: Nunca tive professores, nunca fui a uma aula de bateria, nem sei como são aulas de bateria. O que eu sempre fiz, foi ler muito, tudo que posso sobre bateria, ver muitos vídeos e ir a todos os workshops que estejam ao meu alcance. Trocar informações e ter humildade para aprender sempre também é muito importante. Mas eu pretendo, ainda este ano, estudar com alguns amigos que são ótimos professores. Existem 3 caras que eu quero muito poder estudar um pouco: Northon Vanalli, Luke Faro e Carlos Balla.
Site Batera: Você acha que qualquer pessoa que estudar muito toca como você ou tem algum segredo? Dom? Talento?
Renato Siqueira: Acho que todos possuem a mesma possibilidade. Alguns com mais facilidade em determinadas coisas, mas todo mundo é capaz. Qualquer um que estudar pode tocar mais que eu ou qualquer pessoa! Nós que nos impomos limite, o que tocamos é reflexo de nossa dedicação ao instrumento!
Site Batera: Sei que você já tocou com uma banda chamada MORALES, aqui de Porto Alegre? Que fim levou a banda? Era uma banda seria? Sei disso porque eu até já toquei em um festival com você há muito tempo atrás e você já descia a lenha na batera. Era uma banda de hardcore"
Renato Siqueira: Acho que era uma banda séria sim, e até onde eu sei, a banda acabou há alguns anos. Na verdade eu nunca fui um membro da Morales. Eu sempre fiz gigs com muitas bandas, e eles me contrataram para tocar na final de um grande festival de música (isso foi em 2002 ou 2003, não foi?). Acabamos em 1º lugar, e estou até hoje esperando a premiação (gravação de CD, telefone celular e viagem para o Nordeste)!
Site Batera: Você vive somente de música mesmo?
Renato Siqueira: Não, eu não vivo somente de música. Sou gerente administrativo em uma empresa em horário comercial, e além de baterista, faço muitas outras atividades ligadas à música, como prestar consultoria para importadoras, fábricas, lojas, faço workshops, gravações, shows como sideman, etc... É muito difícil viver de música como músico independente, e manter um padrão de vida e de investimento no seu trabalho (quem tem banda independente sabe o quanto isso é caro). Eu me organizo de forma que, tudo que eu ganho com a música, seja revertido para minha carreira como músico. Com fotografia, vídeo, equipamentos, gravações, aprimoramento e tudo o mais.
Site Batera: Qual empresa foi mais " amiga" quando te patrocinou, te deixou totalmente livre pra escolher os produtos e qual (quais) empresa você sonha acordado em ser patrocinado!
Renato Siqueira: Felizmente, todas as empresas que trabalho são 100% amigas e parceiras! Me apóiam sempre, até quando estou com algum problema particular, elas me ajudam, ligam pra saber como eu estou, mostram que é uma relação muito mais do que comercial!
Em todas elas eu sou livre pra escolher o que irei usar, e é por isso que existe a parceria, pois ela é recíproca e sincera. Eu só uso produtos que eu realmente usaria, mesmo sem ser endorsee.
Eu nunca sonhei em ter determinado patrocínio, acho que quando um músico toca apenas pensando nisso, a música é deixada de lado. O patrocínio é uma conseqüência de um trabalho bem feito!
Site Batera: Quantos anos de carreira profissional?
Renato Siqueira: Considero que em 1995, quando passei q receber cachê para fazer shows e fiz minhas primeiras gravações, seja o começo da minha carreira profissional. Portanto, em abril de 2011, farei 16 anos!
Site Batera: O salário de musico profissional é suficiente pra te deixar motivado em morrer sendo musico profissional?
Renato Siqueira: Acho que o dinheiro não é o que move um músico (ou artista em geral)! Qualquer pessoa que pensasse friamente iria estudar e fazer um concurso federal, ter uma vida estabilizada. Mas a música tem todo o amor envolvido, e isso vale muito mais do que dinheiro! Apesar de encarar a música profissionalmente, e por isso, cobro para fazer meu trabalho, como um profissional de qualquer área.
Site Batera: Como funciona seu método de composição das linhas de bateria? Você cria os grooves e sugere ao restante da banda, ou cria a partir da guitarra, por exemplo?
Renato Siqueira: Não existe uma regra. Algumas vezes eu tenho idéias e crio levadas mentalmente, chego ao estúdio e as executo (geralmente é preciso estudar um pouco pra fazer soá-las da maneira como imaginei). Então mostro pro pessoal da banda e as músicas nascem a partir daí. Na maioria das vezes o Luis (guitarrista da It’s All Red) me apresenta riffs que ele criou junto com o Rafael Mallmann (baixista da It’s All Red) e com o meu irmão, e então eu componho algo em cima. Também acontece de eles programarem a idéia de levadas e eu criar algo a partir da visão deles.
Site Batera: Sua família te apoiou quando começou a tocar ou foi contra?
Renato Siqueira: No começo, no meu primeiro show, eu tinha menos de 15 anos, e minha mãe não queria que eu fosse fazer o show (que era à tarde, num salão paroquial!), até que a convenci que seria apenas este show e nunca mais iria tocar. Depois do show, meus pais estavam na platéia bem orgulhosos. Desde então, apesar de não contar com apoio financeiro, sempre me apoiaram nas minhas decisões, e sou eternamente grato a eles pela minha criação, pelo meu caráter e pelos exemplos que sempre tive em casa.
Site Batera: Quais suas maiores virtudes e maiores defeitos?
Renato Siqueira: Acho que meu maior defeito é ser perfeccionista e exigente comigo mesmo! Minha maior virtude é determinação, sem dúvida.
Site Batera: Como você se vê daqui a 5 anos?
Renato Siqueira: Eu me vejo como um músico melhor, mais maduro, com uma discografia ainda maior com a It’s All Red e com muito mais bagagem. Espero estar vivendo exclusivamente de música até lá.
Site Batera: Já fez faculdade? De que?
Renato Siqueira: Entrei na faculdade de Ciências Contábeis, fiz uns 5 semestres e tranquei por falta de tempo, a música ocupa bastante tempo na minha vida e eu não posso abrir mão de tudo que estou realizando na minha vida. Mas ainda pretendo terminar um curso superior.
Site Batera: Já teve alguma vez que ficou bastante tempo sem toca bateria? Por quanto tempo?
Renato Siqueira: Em 1999, eu fiquei quase 3 meses sem tocar, pois estava sem banda, e não apareciam trabalhos, e eu estava desanimado. Foi o Luis Volkweis que me ligou e me convidou pra montar uma banda só pra se divertir, tocando covers de Live e reacendeu a música na minha vida. Este ano fiquei um mês (casualmente, este mês) sem tocar em decorrência de uma cirurgia, mas já estou voltando ao ritmo normal.
Site Batera: Um momento divisor de águas na sua carreira?
Renato Siqueira: Na verdade, existem dois momentos muito marcantes na minha carreira! Um foi quando fui pra São Paulo pela primeira vez, em 2003, para o lançamento de uma caixa da Odery inventada por mim, ali eu percebi que as coisas estavam tomando proporções maiores!
E a outra foi quando eu perdi um set up de bateria em um incêndio. Eu tinha feito uma gravação em um estúdio, e no outro dia tinha show, então deixei parte da bateria (3 tons, um surdo e um bumbo) no estúdio, e nesta madrugada, ele pegou fogo. Houve uma campanha de amigos, familiares, empresas que me apoiavam na época e todo o pessoal deste fórum, uma mobilização de proporções inacreditáveis, que permitiu que eu tivesse todo meu equipamento reposto, e isso me deu ainda mais gana de seguir adiante na música! Sou eternamente grato à todas pessoas que me ajudaram, a maioria, eu sequer conheço pessoalmente!
Site Batera: Qual foi a coisa mais doida que já te aconteceu?
Renato Siqueira: Ano passado, houve uma enquete, para ver qual banda ga úcha devia abrir o show do Faith No More. Mas era uma enquete de um blog, não era nada oficial, e a minha antiga banda (Véspera) foi eleita, e acabamos ironizando isso abrindo um show do Faith no more Cover (que eu era o baterista). E então, uma bela noite o baixista da minha banda me fala: entra no blog e leia o que está escrito. E então foi noticiado que a Véspera iria abrir o show do Faith No More, com a escolha sendo feita pela própria banda! Foi uma sensação muito boa, e todo o show e os acontecimentos que se desencadearam depois disso foram ótimos! Com a It’s All Red vencemos a eleição oficial para abrir o show do Metallica, mas por algum motivo que desconhecemos, outra banda acabou sendo chamada.
Site Batera: Você sofre algum tipo de preconceito por tocar esse tipo de música no Brasil?
Renato Siqueira: Felizmente, isso não é tão comum hoje em dia. Sou respeitado pelo trabalho que faço e não me sinto melhor, nem pior, que ninguém. Quando algum baterista de outro estilo se acha melhor por tocar determinado estilo, eu não me afeto. Sei das minhas limitações, e sei das minhas qualidades. Não teria receio de tocar ao lado de nenhum baterista do mundo, nem dos maiores mestres da história.
Site Batera: Em que projetos/bandas você faz parte nesse momento?
Renato Siqueira: Atualmente eu sou exclusivamente baterista da It’s All Red, mas sigo fazendo gravações com várias bandas e eventualmente, shows como músico contratado.
Site Batera: Quantas horas você estuda por dia/semana?
Renato Siqueira: Não sou muito estudioso. Eu tento todos os dias tocar um pouquinho, pelo menos no pad. Mas o normal é eu tocar entre 6 e 10 horas na bateria por semana, e todos os dias no pad. Às vezes a rotina de shows não permite uma rotina de prática, e quando eu chego em casa, eu só quero descansar e curtir o momento de folga com minha namorada.
Site Batera: Qual seu prato predileto?
Renato Siqueira: Eu adoro comer boa comida. Difícil escolher um só prato, mas acho que o clássico, arroz, feijão, bife e saladas é o que mais me satisfaz. Mas eu gosto de quase tudo, e sou um ávido devorador de doces!
Site Batera: Você costuma pegar grooves emprestados dos seus ídolos quando está compondo?
Renato Siqueira: Claro que sim! Não os toco exatamente da mesma maneira, mas me inspiro em muitos bateras sempre. Mas me preocupo muito em manter minha identidade quando toco.
Site Batera: Renato, fale um pouco sobre a cena “baterística” do sul do Brasil, mais especificamente Porto Alegre.
Renato Siqueira: Acho que o sul é um celeiro de ótimos bateristas. Eu conheço um incontável nº de ótimos bateristas, de todos os estilos possíveis. O nível é cada vez mais alto, e eu sinto que hoje em dia, existe muito mais cooperativismo, do que competitividade. Eu sinto isso em todos os amigos e colegas de profissão. Sinto-me orgulhoso de poder dizer que nunca passei por cima de ninguém pra chegar aonde eu cheguei. Mas sempre existem pessoas invejosas, que criticam e falam mal, apenas por não ter conseguido chegar ao seu nível, mas este tipo de gente, apenas me estimulam a ser um músico ainda melhor!
Site Batera: O que é "Ser um Baterista bem Sucedido" pra você?
Renato Siqueira: Ser bem sucedido é fazer o seu trabalho e poder viver dignamente com isso. Mas isso é algo muito pessoal. Eu, por exemplo, invisto em música autoral, pelo simples fato de que não quero me “acomodar” e tocar cover na noite pra ganhar a vida. Mas EU penso assim, e não vejo nada de errado em tocar covers (eu mesmo já fiz isso muitas vezes). Mas eu ainda sou um “romântico” que sonha em viver da sua própria música, por mais difícil que isso pareça.
Site Batera: Quais os seus planos para os próximos meses?
Renato Siqueira: Eu pretendo gravar vídeos executando as músicas do novo CD da It’s All Red (baixe gratuitamente em www.itsallred.com), e futuramente, gravar um DVD. Seguimos na divulgação deste novo álbum e já começaremos a trabalhar em cima de algumas idéias novas que temos na cabeça. Também irei gravar algumas músicas com outras bandas, nos próximos meses, como músico contratado. A Véspera irá lançar o CD nos próximos meses, e apesar de eu não mais fazer parte da banda, gravei todas as baterias e o clipe, que já está rodando na MTV.
Veja também:
It's All Red - All Is Full Of Red - Drum sessions
http://www.youtube.com/watch?v=uuQBY5ft0pM&feature=related
Conteudo retirado do site: http://www.batera.com.br
Posted in: entrevista

17:14
JP designer
